Imagem: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), de 62 anos, é o principal alvo da operação da PF (Polícia Federal) realizada na manhã de hoje, que investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
Filho de ex-deputado e presidente do PDT na Bahia
- Natural de Itabuna, na Bahia, Mendonça Jr. foi eleito deputado pela primeira vez em 2010 e está no quarto mandato consecutivo. Ele é filho do ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna, Félix Mendonça (PDT), que morreu em 2020, vítima de covid.
- Deputado é presidente do PDT na Bahia. Formado em administração de empresas pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), ele também atua como secretário de Relações Internacionais na Câmara.
- Desde abril do ano passado, ele ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais da Câmara. Na função, é responsável por estabelecer diretrizes da diplomacia parlamentar, promover a cooperação com parlamentos de outros países e apoiar delegações, comitivas e representações de deputados em missão oficial.
- A Operação Overclean, da PF, investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. São cumpridos na manhã de hoje nove mandados de busca e apreensão, em endereços ligados ao parlamentar, como sua residência em Salvador e Brasília, sua casa de praia e seu escritório parlamentar na capital baiana.
- Também foi determinado o sequestro de aproximadamente R$ 24 milhões, atingindo empresários, prefeitos e o secretário parlamentar Marcelo Chaves. A PF informou, em nota, que o objetivo do bloqueio é "interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos".
Parlamentar já foi alvo da mesma operação
- Mendonça Jr. e seu assessor, Marcelo Chaves, já haviam sido alvo da quarta fase da mesma operação, em junho do ano passado. A PF encontrou indícios de que o deputado se valia de seu funcionário para negociar pagamentos de propina. Conforme a investigação, o presidente do PDT na Bahia recebeu propina direta e indiretamente por alocar emendas a, no mínimo, três municípios da Bahia.
- Na ocasião, o gabinete do deputado negou irregularidades. A reportagem entrou em contato com o gabinete do deputado hoje, por telefone e e-mail, e aguarda um posicionamento.
- Os investigados poderão responder pelos crimes de: organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
Fonte: UOL Notícias
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