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| Foto: José Cruz | Agência Brasil |
A Força Aérea Brasileira (FAB) classificou como informações reservadas por cinco anos os custos operacionais do voo que transportou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), de João Pessoa – Paraíba ao Rio de Janeiro, onde passou o Réveillon em Angra dos Reis. Segundo reportagem publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o sigilo foi determinado em resposta a um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).
O deslocamento ocorreu na manhã de 26 de dezembro de 2025, com decolagem da capital paraibana e pouso no Aeroporto Santos Dumont no início da tarde, a bordo de uma aeronave oficial da FAB. Onze pessoas viajaram na aeronave, mas a relação completa dos passageiros não foi divulgada, sob a justificativa de “segurança institucional” pela Câmara dos Deputados.
Embora os valores referentes a combustível, manutenção e demais despesas operacionais permaneçam confidenciais, a Aeronáutica liberou apenas o valor das diárias pagas à tripulação R$ 1.580. O uso de aeronaves da FAB para deslocamentos de autoridades tem gerado debates sobre transparência no uso de recursos públicos, especialmente quando envolve viagens em períodos de recesso parlamentar.
Durante o fim de ano, Motta e aliados ficaram hospedados em imóvel alugado em um condomínio de alto padrão no bairro do Frade, em Angra dos Reis, conhecido por sua infraestrutura exclusiva e acesso privativo a áreas naturais.
A decisão da FAB de manter em sigilo os custos totais dessa operação motivou questionamentos e discussões públicas sobre transparência, responsabilidade e a justificativa de segurança para limitar a divulgação de informações relacionadas a voos oficiais utilizados por autoridades.
Fonte: Fonte 83

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