A ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros voltou a ganhar força em todo o país e já mobiliza a categoria na Paraíba. O presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Empresas de Transporte de Combustíveis e Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindconpetro-PB), Hemerson Galdino, confirmou, nesta quinta-feira (19), que os profissionais estão em fase de articulação e devem decidir, nos próximos dias, se aderem ao movimento nacional.
O dirigente, que também atua como secretário-geral da Federação Nacional dos Caminhoneiros, afirmou que a decisão dependerá das discussões que serão realizadas em encontros da categoria, incluindo um seminário previsto para ocorrer em Brasília.
“Infelizmente, o que mais inquieta a categoria não é apenas o aumento do óleo diesel. Há uma série de fatores que vêm impactando o setor. Hoje realizamos uma reunião e, entre os dias 7 e 10, teremos um encontro em Brasília com todas as confederações e federações do transporte. Estaremos presentes para definir se haverá ou não uma possível greve”, afirmou.
Segundo ele, uma paralisação nacional exige planejamento e não pode ser tomada de forma imediata, devido ao impacto direto que o setor tem sobre a economia brasileira. “Uma paralisação dessa magnitude não pode ser feita do dia para a noite, pois sabemos que esses profissionais movimentam grande parte da economia do país. O que nos entristece é perceber que a categoria só ganha visibilidade em momentos como esse”, destacou.
O cenário reacende lembranças da greve de 2018, quando a interrupção no transporte rodoviário provocou desabastecimento e afetou diversos setores produtivos. “Em 2018, mostramos a força do setor. Agora, a definição sobre uma nova paralisação será tomada após essa reunião em Brasília”, acrescentou Galdino durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.
A mobilização ocorre em meio à crescente insatisfação com o aumento do preço do diesel, que tem pressionado os custos operacionais e impactado diretamente o valor do frete em todo o país.
Apesar da movimentação, entidades representativas destacam que ainda não há uma greve nacional oficialmente confirmada. No entanto, admitem que mobilizações regionais já estão sendo discutidas e podem evoluir para um movimento mais amplo, caso não haja respostas do Governo Federal às principais reivindicações da categoria.
Nos bastidores, lideranças alertam que o avanço da crise pode gerar reflexos diretos na cadeia de abastecimento, elevando o risco de desabastecimento e pressionando ainda mais a economia. A definição final sobre uma eventual paralisação deve ocorrer após as reuniões estratégicas previstas para os próximos dias em Brasília.
Fonte: Fonte 83

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