A gestão do prefeito de Serra Branca, Michel Alexandre, enfrenta um momento de evidente desgaste político após sucessivas perdas de aliados ao longo dos últimos meses. O cenário ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (18), com o anúncio do rompimento do vereador Ronaldo da Cerâmica (União Brasil), o mais votado nas eleições de 2024.
Durante entrevista a uma emissora de rádio local, o parlamentar justificou a decisão afirmando que não vinha conseguindo contribuir como gostaria dentro da gestão.
“Hoje deixo o governo por não estar conseguindo ajudar o povo como acredito que deveria. Entrei com vontade de fazer a diferença, busquei o diálogo de todas as formas e tentei encontrar soluções, mas encontrei limites que me impediram de agir como gostaria. Saio com a consciência tranquila de que fiz o possível, sempre pensando no melhor para a população. Continuarei firme, buscando outras formas de contribuir”, declarou.
Além do rompimento, Ronaldo também revelou o desejo de disputar a Prefeitura de Serra Branca nas eleições de 2028, o que reforça ainda mais o distanciamento político em relação ao grupo governista.
O episódio se soma a outra baixa significativa registrada em agosto de 2025, quando o vice-prefeito Flávio Torreão anunciou o rompimento com a base do prefeito. À época, também em entrevista à Rádio Serra Branca FM, Flávio afirmou que não tinha espaço na gestão e criticou a centralização das decisões administrativas.
Segundo ele, apesar de reconhecer as boas intenções do prefeito Michel Alexandre, não concordava com o modelo de gestão adotado. O vice-prefeito também fez críticas à condução administrativa à época, citando a influência de integrantes da gestão, como o então secretário Marcos Pereira, que posteriormente deixou o cargo.
Com a saída do vice-prefeito no ano passado e, agora, do vereador mais votado do município, a gestão municipal passa a enfrentar um cenário de enfraquecimento político, marcado por insatisfações internas e perda de importantes aliados.
Os recentes rompimentos evidenciam dificuldades de articulação política e levantam questionamentos sobre a estabilidade da base governista, além de sinalizar possíveis impactos no cenário eleitoral dos próximos anos em Serra Branca.
VITRINE DO CARIRI

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